BAFATÁ: BENÇÃO DA ERMIDA


No ano do centenário do Movimento Schoenstatt, a comunidade paroquial de Nossa Senhora da Graça de Bafatá viveu hoje, dia 18 de julho, a alegria da benção de uma linda Ermida no espaço da Missão Católica. A cerimônia que teve o seu inicio na capela Nossa Senhora de Fátima com a  reza do terço até o recinto da Missão, concluiu-se com a benção da Ermida por Dom Pedro Zilli e celebração da Santa Missa presidida por ele. 


A Sra. Rosana Silva, brasileira, consagrada no Movimento, explicou que, tradicionalmente, Ermida é um pequeno lugar de culto, erguido fora das povoações. É um lugar de encontro com Deus. Convidou os participantes a vistarem a Ermida para um encontro com Deus, com seu Filho Jesus Cristo, com Nossa Senhora, Mãe Peregrina.
Dom Pedro disse estar muito feliz por mais este dom de Deus na Diocese de Bafatá. Sublinhou que nunca havia pensado que, um dia, Bafatá pudesse ganhar uma prenda tão linda: uma Ermida para o encontro com Deus. Capelinhas da Mãe Peregrina foram benzidas: elas irão visitar as famílias, levando-lhes, no seu amor de mãe, o seu Filho Jesus. Agradeceu o Pe. Abraao Ambessum Sambá antigo pároco (que estava presente na celebração) pelo acolhimento do Movimento Schoenstatt. Agradeceu também o atual Pároco Pe. Alberto Gomes e seu Vigário Paroquial pelo igual acolhimento. 

Rosana e Dom Pedro descobrem a imagem depois da benção 
A benção da Ermida é a coroação de um caminho de três anos de presença missionária, no mês de julho, em Bafatá, de jovens portugueses acompanhados pela Sra. Rosana Silva, brasileira, consagrada do Movimento.

Neste anos, são 10  jovens (04 rapazes e 06 raparigas) do movimento Schoenstatt, acompanhados pela Rosana  que estão a fazer missão em Bafatá de 07 a 26 de julho. Amanha, dia 19, chegarão  05 mães e 02 pais. 

Senhoras com imagens da Mae Peregrina

RADIO SOL MANSI LANÇA LIVRO



Na tarde do dia 17 de julho, no Centro Cultural Brasil Guiné-Bissau, a Radio Sol Mansi lançou o Manual do  Jornalismo “O poder da voz e a voz do poder”, textos para ações de formação social. Na contra-capa diz-se que o Manual, “resultado de um conjunto de ações de formação para jornalistas promovidas na Guiné-Bissau pela Fundação Pro Dignitate, em colaboração com a Conferencia Episcopal Italiana e a Universidade de Rhode Island (Estados Unidos)”, contou com a coordenação e prefácio do Jornalista António Pacheco e textos dos jornalistas da Radio Sol Mansi Amadu Uri Djaló, Ana Bela Bull Ramalho, Armando Mussá Sani, Casimiro Jorge Cadjucam e Mamadú Saido Embaló. 

Ana Bella, D.Lampra, Agnelo Regalla, Pe.Zamberletti e Abdulai Silá
Na sua intervenção, Ana Bela pontualiza que o livro “é fruto de anos de formação do pessoal da Radio para o jornalismo e que para a qual, o Sr. Antonio Pacheco deu seu grande contributo”. Acrescenta que este instrumento se propõe a ser uma “ajuda para que o País saia da crise através de um jornalismo que, não escondendo a verdade, apresente noticias positivas. Um jornalismo que colabore no enraizamento da paz na Guiné-Bissau”. Pe. Alberto Zamberletti (PIME), Diretor da Radio Sol Mansi, disse que para ele, “é uma honra apresentar o livro, num caminho iniciado pelo seu coirmão no PIME e predecessor na direção da Radio, Pe. Davide Sciocco”. Sublinhou a importância de uma nova mentalidade que está a surgir na Africa no âmbito da comunicação: “o Jornalismo cidadão”. 

Com os 5 jornalistas
O escritor  Abdulai Silá da Editora ku si mon disse que o livro “é um elemento novo que vem enriquecer iniciativas em ato no nosso Pais”. Sublinhou que “o livro que está bem feito, é um trabalho coletivo que revela o senso do profissionalismo. O livro não é somente jornalismo, é cidadania, no qual se aprende jornalismo e como se comportar em sociedade”. Manifesta todo o seu reconhecimento ao Sr. Antonio Pacheco. Dom Jose Lampra Ca, Bispo Auxiliar de Bissau e Presidente do Conselho de Administração da Radio, realça que “a apresentação do livro é um convite para que cada um de nós coloque seus talentos a serviço da humanidade. Foi o que fizeram Antonio Pacheco e os 05 jornalistas”. Enfatiza que o jornalismo deve ser fundado “numa linguagem pacificada e pacificante”. O Ministro da Comunicação Social, Sr. Agnelo Regalla, iniciou dizendo que esta era a primeira vez que aparecia em um ato publico desde que assumiu o referido Ministério. Disse que participar de um ato da Radio Sol Mansi, uma Radio católica, era-lhe ocasião para pedir ao Senhor graças para a sua nova missão. Salienta que o livro será um instrumento importante “para que as pessoas ligadas à comunicação social façam um jornalismo que restitua valores para uma sociedade mais sã, mais democrática, mais aberta às belezas culturais da Guiné-Bissau”. Dom Pedro Zilli agradeceu publicamente o Pe. Alberto Zamberletti e o pessoal da Radio pelos exemplares do livro a serem oferecidos aos Bispos Lusófonos que estarão reunidos em Luanda (Angola) na próxima semana.


BAFATÁ EM FESTA


No domingo, dia 13 de julho, na Sé Catedral, familiares, a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Maria, a Paróquia Nossa Senhora da Graça e a Diocese de Bafatá, viveram uma profunda alegria: a celebração da Santa Missa de 50 anos de consagração religiosa da Irmã Maria Assunta Sene, de origem senegalesa que contou com a presença de varias irmãs da sua congregação, familiares, sacerdotes, irmãs na Diocese e amigos. 

Ir.Assunta
Na homilia, Dom Pedro Zilli convidou os presentes a “agradecerem a Deus pelas Bodas de Ouro de Vida Consagrada da Irmã Assunta”. Disse que “50 anos são um testemunho claro de que é possível a uma pessoa entregar toda a sua vida na mãos de Deus”. Tanto Dom Pedro como a comunidade gradeceram a Irmã pelo sua presença em Bafatá e pela sua alegria na vivencia da vida religiosa. Foram-lhe oferecidas várias prendas. Irmã Assunta agradeceu a Deus, sua família, sua congregação, a Paróquia, o Bispo por tudo aquilo que recebeu nestes 50 anos.

Ir.Mira e o coral
Na mesma missa, a Irmã Mira Maria Magdalena de Pina Lopes, de origem cabo-verdiana, que foi missionária em Bafatá durante 03 anos, despediu-se da comunidade para retornar a Cabo-Verde. No tempo em que viveu em Bafatá, ela acompanhou, mas de perto, os jovens, o grupo coral e a Casa das Mães. Todos, especialmente os jovens e membros do grupo coral, manifestaram o seu carinho pela irmã, oferecendo-lhe prendas e desejando-lhe saúde e alegria na missão para a qual Senhor, através da sua Congregação, a chama.

D.Pedro, Ir.Assunta e familiares
D.Pedro, Irmãs Assunta, Mira e co-irmãs

A celebração da missa foi também ocasião para a apresentação das capelinhas de Nossa Senhora, Mãe Peregrina, do Movimento Schoenstatt que, neste mês de julho, está a fazer missão em Bafatá através de um grupo jovem portugueses e uma senhora consagrada brasileira. Estas capelinhas já estão a visitar as famílias.

SCHOENSTATT EM BAFATÁ

Reunião entre os missionários portugueses e guineenses
De 07 a 26 de julho, a Diocese de Bafatá, pelo terceiro ano consecutivo, acolhe na Paróquia Nossa Senhora da Graça, a Sra. Rosana Silva, brasileira consagrada e 10 jovens (04 rapazes e 06 raparigas) portugueses, do movimento Schoenstatt. Na missa de abertura, na terça-feira, dia 08, tanto o pároco Pe. Alberto Gomes como Dom Pedro Zilli, deram boas-vindas ao grupo, desejando-lhe frutuosa missão em Bafatá.

Seminarista Dingana, Dom Pedro e Rosana
No primeiro ano (julho 2012), os missionários convidavam as famílias a peregrinarem nos espaços da paróquia para um maior convívio comunitário; no segundo ano (julho 2013), juntamente com membros da comunidade, os missionários foram de bairro a bairro, com uma cruz peregrina, rezando o terço nas famílias. Alem disso, nos dois anos realizavam atividades com  jovens, crianças e adultos e visita aos doentes no hospital.  Neste ano 2014,  Rosana sublinha que “a nossa missão é trazer junto a Jesus todas as famílias que recebem a imagem da Mãe Peregrina”. 

Em frente a futura ermida
Tendo presente o lema MARCA O TEU CAMINHO, o próximo dia 18 será assinalado por um momento muito significativo que, de algum modo, coroa a missão Schoenstatt em Bafatá: a benção da Ermida em honra de Nossa Senhora Peregrina que está a ser construída no terreno da missão católica pelos jovens da paróquia em colaboração com os  portugueses.  Rosana agradece “o pároco, Pe. Alberto Gomes, do Vigário paroquial Pe. Admir Cristiano Barreiro, do Seminarista Dingana Siga e de toda a comunidade pelo modo como têm sido acolhidos". Acrescenta que “nosso apoio tem sido ano a ano Dom Pedro Zilli e  Adriana Nishiyama e a paróquia São Daniel Comboni. O convite do bispo de Bafatá nos dá sempre imensa esperança e alegria”. Em Bafatá, 08 imagens de Nossa Senhora peregrinam nas casas, visitando em média 80 famílias.  

Jovens no trabalho da ermida